Revisado por Dra. Maria Fernanda Rocha Menezes · Cardiologista Pediátrica e Ecocardiografista · CRM-MG 80.650 · RQE 70.596 · RQE 70.602 · Última revisão em 9 de setembro de 2026.
O eletrocardiograma (o "eletro", ou eletro infantil quando é de criança) é o exame que a escola pede para liberar o esporte, que o cirurgião pede antes de operar e que o cardiopediatra pede quando a queixa é desmaio, palpitação ou dor no peito durante o esforço.
Esta página explica como funciona aqui e como agendar em Montes Claros. Para entender o exame em profundidade, o texto completo está no blog: eletrocardiograma em crianças, como é o exame.
Não dá choque
Começamos por aqui porque é o medo mais comum, de criança e de adulto.
O aparelho de eletrocardiograma só recebe informação. Ele não envia corrente nenhuma para o corpo. Não dá choque, não dói e não deixa marca.
O que a criança sente são adesivos frios sendo colados no peito, nos braços e nas pernas, e o pedido para ficar parada por cerca de um minuto. Só isso.
Quem está pensando em choque está pensando no desfibrilador, aquele aparelho de série de televisão. São coisas diferentes.
Quando o exame é pedido
- Liberação para atividade física, exigida por escolas, clubes e federações esportivas.
- Desmaio, principalmente se aconteceu durante o esforço ou sem aviso nenhum.
- Palpitação: a sensação de coração acelerado, descompassado ou "falhando".
- Dor no peito durante o esforço.
- Histórico familiar de morte súbita em pessoa jovem, cardiomiopatia ou arritmia hereditária. Esse motivo justifica avaliação mesmo com a criança sem sintoma nenhum.
- Avaliação de risco cirúrgico, quando o cirurgião ou o anestesista pedem.
- Acompanhamento de cardiopatia conhecida ou de uso de medicações que afetam o ritmo cardíaco.
Por que o eletro de criança não se lê como o de adulto
Esta é a parte que costuma surpreender as famílias. É também o principal motivo para o exame ser laudado por quem tem RQE em cardiologia pediátrica.
O coração de um recém-nascido bate perto de 140 vezes por minuto. As proporções entre as câmaras são outras, o eixo elétrico é outro, e tudo isso muda de novo aos 2 anos, aos 8 e na adolescência. O mesmo traçado que dispararia um alerta num adulto de 50 anos pode ser inteiramente normal num bebê de 3 meses.
O contrário também acontece, e é o que preocupa: alteração real, específica da infância, passar por normal na leitura de quem só está acostumado a traçado de adulto. Um eletro laudado sem essa referência gera susto desnecessário num caso e falsa tranquilidade no outro.
Como preparar seu filho
- Sem jejum, sem preparo. Coma normalmente antes de vir.
- Roupa fácil de abrir. Os adesivos vão no peito, nos punhos e nos tornozelos.
- Sem creme ou hidratante no corpo no dia do exame, porque a pele escorregadia atrapalha a fixação dos adesivos.
- Explique antes: "vão colar uns adesivos e tirar uma foto do coração batendo". Criança avisada colabora.
- Leve o pedido médico, se houver, e exames anteriores.
Criança agitada gera um traçado com interferência, e às vezes o exame precisa ser repetido. Isso custa só mais um minuto.
O que o exame mostra, e o que ele não mostra
O eletro é excelente para ritmo e condução elétrica: arritmias, sobrecargas, alterações que sugerem doenças elétricas hereditárias.
Ele não mostra a estrutura do coração. Não vê um buraco entre as câmaras, uma valva estreita ou um vaso mal posicionado. Para isso existe o ecocardiograma. Os dois exames se completam, e é comum que sejam feitos na mesma consulta.
Um eletro normal é um dado tranquilizador, não um atestado de que está tudo bem. Arritmia que só aparece de vez em quando pode não estar acontecendo justamente no minuto do exame. Por isso a história contada pela família continua valendo mais que o traçado.
Agendamento em Montes Claros
O exame é feito na clínica, no Centro de Montes Claros, de segunda a sexta, e é laudado pela própria cardiologista pediátrica que atende. Quem vem de Janaúba, Salinas, Pirapora, Bocaiúva, Januária, Espinosa e região costuma combinar consulta, eletro e ecocardiograma no mesmo dia. Basta avisar no agendamento.
Os laudos ficam prontos em até 24 horas, disponíveis on-line e na clínica.
Perguntas frequentes
O eletrocardiograma dá choque?
Não. O aparelho apenas recebe a atividade elétrica do coração através de adesivos colados na pele. Ele não envia corrente nenhuma para o corpo. Não dói e não deixa marca.
O eletrocardiograma precisa de preparo ou jejum?
Não. Não há jejum nem preparo. Vale evitar creme ou hidratante no corpo no dia do exame, porque a pele escorregadia atrapalha a fixação dos adesivos.
Quanto tempo demora o exame?
O registro em si leva cerca de um minuto. Somando a colocação dos adesivos e a preparação da criança, poucos minutos.
A partir de que idade pode ser feito?
Em qualquer idade, inclusive em recém-nascidos.
Se o resultado vier normal, está tudo bem?
É um dado tranquilizador, mas não um atestado. O eletro registra o momento em que foi feito: uma arritmia que aparece de vez em quando pode não estar acontecendo naquele minuto. Por isso a história contada pela família continua sendo decisiva.
Meu filho tem medo de médico. Como fazer?
Explique antes o que vai acontecer, com palavras simples: vão colar uns adesivos e tirar uma foto do coração batendo. Não prometa que não é exame. Criança avisada colabora muito mais do que criança surpreendida.
Qual a diferença entre eletrocardiograma e ecocardiograma?
O eletrocardiograma registra a atividade elétrica do coração, em traçado. O ecocardiograma é um ultrassom e mostra a estrutura do coração e o seu funcionamento, em imagem. Um não substitui o outro.
Quanto tempo demora para sair o resultado?
Todos os laudos são realizados pela Dra. Maria Fernanda e disponibilizados em até 24 horas, on-line e também no endereço da clínica.
A clínica atende plano de saúde?
Os atendimentos são particulares. Fornecemos a documentação necessária para eventual solicitação de reembolso junto ao plano de saúde, conforme as regras de cada convênio.